Olá, pessoas! Como estão?

Como comentei esses dias, vou postar sempre que considerar que tenho algo legal para compartilhar. Hoje vou fazer a resenha do Livro Blink.

 

O doutorado mal começou a e carga de leitura também. Inicialmente tenho três livros para ler e resenhar para a disciplina de Análise Decisória de Multicritério. Os livros não são relacionados ao doutorado, a ideia do professor é nos fazer expandir os horizontes e fazer leitura que fujam do nosso campo de estudo atual. Eu superconcordo com ele.

Comecei pelo primeiro livro, que se chama Blink: a decisão num piscar de olhos.

No livro, o autor Malcolm Gladwell traz a ideia de que devemos tomar nossas decisões de forma rápida, sem pensar muito, pois as decisões tomadas por meio da nossa intuição (ou por meio do nosso inconsciente) tendem a ser mais assertivas.

O autor afirma que é muito mais fácil para as pessoas tomarem decisões de forma mais rápida quando elas já possuem experiência (relacionada ao tema da tomada de decisão), porque com a experiência fica mais fácil de reconhecer os sinais que não estão presentes, como por exemplo:

Durante a narrativa ele mostra diversos estudos que demonstraram o porquê a arte de “fatiar fino” é mais interessante a ser seguida do que o fato de pararmos e pensarmos mais sobre o assunto. Ele aborda assuntos diversos, entre eles o de uma estátua da Antiga Grécia que após meses de investigações e estudo foi reconhecida como original, mas quando avaliada de forma rápida por especialistas se mostrava estranha e pouco convincente. Posteriormente descobriram que realmente não se passava de uma réplica “muito bem-feita”. Mas especialistas não tinham passado meses a fio verificando realmente se a obra era original? Tinham, mas se enganaram.

Baseado nessa e diversas outras histórias o autor nos mostra o porquê devemos considerar sempre a nossa primeira impressão acerca de diversos assuntos e para tomar diversas decisões. Esse é um dos pontos demonstrados no livro, o de nos convencer que nossas primeiras decisões são mais assertivas do que quando tomamos decisões de forma ponderada.

Mas ao mesmo tempo, o autor também nos mostra alguns estudos e situações onde devemos considerar um pouco nossas decisões, ou seja, quando precisamos confiar em nossos instintos? O quanto precisamos nos precaver em relação a essas tomadas de decisão precipitadas?

Por fim, ele encerra o livro contando diversos fatos, principalmente relacionados à polícia dos Estados Unidos, demonstrando “na prática” que é possível controlar nossas primeiras impressões e principalmente, que é possível que elas sejam aperfeiçoadas, para que quando estamos em um momento de tensão e estresse, nosso cérebro comece a pensar ao mesmo tempo de forma cautelosa mas também de forma rápida.

Dentre as várias histórias, também é relevante ressaltar algumas passagens do livro que o autor fala sobre quando a intuições é utilizada em forma de preconceito (o que não pode acontecer). Dentre as histórias que ilustram essa etapa, estão a de audições que eram feitas para Filarmônicas e Orquestras, onde muitas vezes os juízes se deixavam levar pelo preconceito em relação ao sexo ou aparência das pessoas. Tanto que a partir do momento que essas audições começaram a ser realizadas “às cegas”, o número de mulheres nas ‘bandas’ aumentou consideravelmente.

 

Confesso que achei o livro um pouco cansativo, apesar de ser uma leitura relativamente curta. Mas ao mesmo tempo possui passagens interessantíssimas, principalmente as relacionadas a diversos estudos acadêmicos voltados para o lado da psicologia humana.

Alguns anos após o lançamento desse livro, o autor Michael Legaut lançou um livro “em resposta” ao Blink, chamado Think: por que não tomar decisões num piscar de olhos. Essa é a minha leitura do momento. Quando finalizar trago para vocês tanto a resenha do livro, quanto a minha opinião acerca de ambas as obras (quando lidas em conjunto).

 

Espero que gostem. Recomendo a leitura para quem gosta desse tipo de livro.

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Beijos

Resenha: Blink: a decisão num piscar de olhos
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