Olá, pessoas, como estão? Por aqui tudo bem. Estou conseguindo postar toda semana, pelo menos uma vez na semana então isso já me deixa contente.

Bom, já faz 4 meses que voltei do Peru, mas ainda ficaram algumas coisas pendentes que eu gostaria de compartilhar com vocês, então vou voltar a escrever um pouco sobre a viagem, mesmo que atrasada hehehe.

Como a postagem começou a ficar grande, vou dividir em duas partes. Nessa parte você vai ler como cheguei até lá, empresa de transporte que usei, onde me hospedei, valores e um pouco sobre a cidade. Na próxima vou falar os locais que conheci na cidade, pontos turísticos e mais valores.

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Huaraz vista do Hostel Alpes Huaraz

Hoje quero falar sobre a cidade de Huaraz, que fica na Serra do Perú, é tipo a capital do departamento (estado) de Ancash. É uma cidade pequena de menos de 100 mil habitantes (segundo o Wikipédia hehe) e que vive quase que exclusivamente do turismo.

Foi a única viagem mais longe que fiz durante o meu intercâmbio, a cidade fica a 8 horas de viagem de ônibus de Trujillo. Essa viagem seria mais ou menos equivalente a ir de Blumenau para São Paulo e o que me chamou atenção foi o preço da passagem, porque trechos longos assim aqui no Brasil custam uma fortuna. Cada passagem estava custando 40 ou 50 soles (pela empresa Línea – super recomendo!!), isso em janeiro de 2017 quando viajei, mas como compramos as passagens de da e volta juntas nos deram desconto e o valor final ficou em 75 soles, esse valor foi na melhor parte do ônibus, seria o equivalente ao nosso ônibus Leito no Brasil e pagamos só isso!

Os ônibus da Línea são grandes, espaçosos e extremamente confortáveis. Bancos de couro e eles ainda passam filmes durante o trajeto hehehe. Bem melhor do que qualquer companhia de transporte que já usei no Brasil.

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Única foto que tenho do ônibus. Não ficou boa, mas dá para ver os bancos

A primeira coisa que você precisa saber sobre a cidade de Huaraz é: a cidade fica a 3 mil metros de altitude. Então para nós, que somos do Brasil, esse detalhe pode trazer alguns problemas durante a aclimatização. Alguns locais de Ancash chegam a 5 mil metros de altitude, como alguns locais do Parque Nacional Huascarán, que falarei em breve.

Algumas pessoas passam mal por causa da altitude, desde dores de cabeça até enjoos e principalmente falta de ar. Isso varia muito de organismo para organismo. Eu achei que seria mais afetada, principalmente por ter bronquite, mas no geral achei a adaptação tranquila. Folha de coca é ruim, mas ajuda. É fácil encontrar em vários locais da cidade, inclusive no hostel se precisar eles têm para vender, inclusive chá de coca. Eu comprei 2 pacotinhos no início do nosso passeio para o Glaciar Pastoruri e paguei 1 sol cada.

Como fomos para a cidade fazer as Trilhas do Glaciar Pastoruri e da Laguna 69 (ambas chegam a 5 mil metros) fomos um dia antes para a cidade justamente para começar a preparação do organismo para as trilhas.

Saímos de Trujillo as 21h de quinta-feira, dia 19 de janeiro de 2017 e chegamos em Huaraz umas 5 e pouco da manhã. A cidade é pequena, pacata e supersegura. E por ser na Serra e muito alta, faz frio mesmo no verão, chegando a nevar um pouco nos locais mais altos.

Ficamos no Hostel Alpes (Jr. Ladislao Meza, 112), se eu não me engano pagamos 28 soles por noite, ou mais ou menos isso, lembro que não foi muito caro. Fomos em um grupo de 20 pessoas e fechamos 2 quartos de 6 pessoas e outros ficaram em quatros em 4 e mais 2 pessoas desconhecidas. O Hostel é bem localizado, fica próximo da rodoviária (fomos a pé tanto quando chegamos quanto na volta).

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Recepção do Hostel

Os funcionários do Hostel são supersimpáticos e atenciosos. Compreensíveis também quando precisamos de algo. Como estávamos em intercâmbio, praticamente todo final de semana tinha “gente nossa” indo pra lá, com isso eles deram alguns descontos para gente. Exemplo: chegamos antes da hora do check-in, eles liberaram os quartos sem nos cobrar a mais e no domingo pedimos para deixar as mochilas guardadas enquanto fazíamos a trilha da Laguna 69 e eles liberaram também sem nos cobrar nada a mais.

Então tudo é questão de conversar. Fomos em 20 pessoas mas tinha mais ou menos uns 15 brasileiros, um final de semana antes outro grupo tinha ido e recomendou o passeio para gente, e nós já tínhamos falado com outras pessoas que iriam no final de semana seguinte, então eles sabiam que íamos continuar “mandando gente” para lá hehehe.

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O Hostel tem café da manhã, mas dependendo do passeio que você for fazer, a saída é muito cedo e acaba não dando tempo para comer porque o café inicia mais tarde (exemplo: o passeio para a Laguna 69 sai as 5:30h).

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Os restaurantes do centro geralmente tem placas como essa com os Menus do dia

Na sexta-feira, dia que chegamos, almoçamos fora. Têm vários restaurantes pequenos e baratos no centro, andamos procurando algum que tivesse alguma coisa para comer que agradasse a todos. Encontramos um que fica no segundo andar de uma construção, mas não consigo me recordar o nome, nem sei se tinha um nome lá. Pagamos 5 soles, a entrada era sopa de trigo e batata com pimenta, o prato principal pedi milanesa de pollo e ainda vinha um refresco. Sim, tudo isso por 5 soles. Valeu super a pena porque a comida era boa, eu só dispensei a sopa porque queria comer o prato principal mesmo.

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Como ia ficar caro comer fora todos os dias durante a viagem (em relação à janta), um dos dias optamos por comprar coisas no mercado para fazermos um lanche na cozinha comunitária que tem no hostel. Fomos fazer as compras no mercadinho que se chama Market Ortiz (Av. Luzuriaga Nº 401), fica no centro e próximo do hostel. Compramos, se eu não me engano, 3 ou 4 pacotes de pão de forma, 1kg de queijo, 1kg de presunto, tomates, manteiga e sucos. Acho que foi só isso. Jantamos bem (em 10 pessoas, porque acabamos dividindo o grupo de 20 em 2 para facilitar as tomadas de decisão), com o que sobrou fizemos um sanduíche para cada um comer durante o trajeto da trilha do dia seguinte e ainda sobrou um pouco de alguma coisa que dividimos com o nosso outro grupo. Essa nossa janta/lanche ficou 8 soles e pouco para cada um.

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Janta na cozinha (Brasil, China, Dinamarca, México)

Um dia jantamos no Soprano’s, um local que tem Karaokê, mas infelizente no dia que fomos não tinha. Fica na esquina da rua do Hostel. Eles demoraram um pouco para trazer os pedidos, mas os funcionários foram simpáticos e o local é bem legal. Um pouco caro, mas legal. Eu comi pizza nesse dia, mas não lembro quanto paguei, mas acho que foi algo em torno de 15 ou 25 soles. De preferencia levem dinheiro mais trocado, porque tivemos que esperar um tempão até eles conseguirem troco para todo mundo.

Bom, na próxima postagem mostro um pouco mais da cidade.

Espero que gostem 😊

Beijos

 

Perdeu alguma postagem sobre a viagem? Leia nos links abaixo:

 

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Diário de Bordo: Huaraz – Perú – Part 1.

3 ideias sobre “Diário de Bordo: Huaraz – Perú – Part 1.

  • 27 de junho de 2017 em 21:11
    Permalink

    Oi, passando para retribuir a visita, mas curiosidade, já voltastes? Não venho comentando devido aos meus problemas, velhas dores, e com isso não acompanhando ninguém, mas acho que já estás por aqui. Beijos!

    Resposta
  • 30 de junho de 2017 em 17:59
    Permalink

    Amei seu blog, também sou formada em Turismo e Guia de Turismo Regional em São Paulo, mas infelizmente nunca consegui oportunidade de exercer a profissão, vendo suas viagens e postagens fico com o gostinho, beijos.

    Resposta
    • 4 de julho de 2017 em 21:34
      Permalink

      Jura? Poxa, que pena!
      Na verdade sou publicitária de formação e agora com o Mestrado que estou entrando na área do Turismo, então também nunca trabalhei na área hehehe.
      Essa viagem ao Peru foi minha primeira experiência internacional também.
      beijos

      Resposta

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