Olá, pessoas! Como estão? Eu estou na “correria” pré cirurgia, que será amanhã e a ansiedade crescendo! hehehe.

No mais tudo ok. Terminei de ler a biografia do Nasi antes de vir pra SC e essa vai ser a resenha de hoje.

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Conheci o Ira! em meados de 2004 quando o Acústico MTV estourou. Amei de cara todas as músicas e lembro que nessa época, junto com o Linkin Park e o Acústico MTV Capital Inicial, esse foi um dos CDs que eu mais ouvi naquele ano. Flerte Fatal e O Girassol são as minhas favoritas.

Em 2005, no auge dos meus 13 anos, teve um show do Ira! em Blumenau, justamente com a turnê acústica e minha mãe nos levou. Lembro que foi um show incrível, fui com vários amigos do colégio também e nos divertimos como nunca. Mesmo hoje, quase 11 anos depois, ainda lembro a minha alegria. Foi um dos primeiros shows que assisti na vida e hoje, mais de 200 shows depois, ainda está na lista dos melhores nacionais que já assisti.

O livro é muito legal e detalhado, muito bem escrito. Conta a história de Marcos Valadão Rodolfo, o Marquinhos, que virou Nazi e depois Nasi. Além de toda a sua vida, claro que conta toda a trajetória do Ira que depois virou Ira! com exclamação.

É impossível falar do Nasi sem lembrar do Ira! e vise e versa. O cara teve um história incrível, que em algumas partes poderia até virar roteiro de cinema (sem brincadeira).

Conta toda a trajetória dele com as drogas, quando ele foi ao fundo do poço, as vezes que quase morreu por causa da cocaína. Confesso que me espantei quando li que ele usou drogas, inclusive heroína, pois na época que “conheci” a banda ele já estava limpo e achei que ele sempre tinha sido assim hahahah.

Sobre a saída dele da clínica de reabilitação:

“Outro momento foda… Na frente da clínica já tem uma bocada. Muita gente sai ali e já recai na porta… Eu escapei. Mas não foi fácil sobreviver. Todo mundo não estava nem aí comigo. Eu havia pisado na bola. Mas os verdadeiros amigos poderiam ter ajudado mais: me convidado pra comer uma pizza, para sair, para tomar um guaraná diet, para voltar ao normal… Mas ninguém apareceu. Ninguém. Quando voltei para casa, ninguém voltou para minha casa que sempre estava cheia. Ninguém agora estava comigo.”

O livro conta toda a trajetória da banda na perspectiva do Nasi, mas também com a opinião dos outros integrantes da banda. Além de versões de outros músicos, empresários, amigos e familiares. Entre os músicos estão: Kid Vinil, Apollo 9, DJ Hum, Thaíde, Ritchie, entre outros. Tem passagens contadas por Junior, o empresário-irmão caçula de Nasi e o produtor Rick Bonadio, além de outras pessoas que foram importantes tanto na vida de Nasi quanto da banda.

Nasi passou por vários perrengues na vida, não só em relação às drogas, mas com uma namorada que teve e também com Junior e os caras da banda quando ele decidiu cair fora. Eu sempre soube das rixas internas da banda, principalmente entre o Edgard Scandurra e o Nasi, mas não imaginava que o clima era tão tenso. Não sei como eles aguentaram tanto tempo sem romper. Muitas vezes as brigas eram mais por disputa de ego do que por um motivo real.

Quando Nasi resolveu sair da banda foi apunhalado pelas costas tanto por seu empresário-irmão, quanto por seus companheiros de 20 anos de estrada. Isso deve ter sido muito difícil. (Não sei como eles conseguiram voltar kkkk)

Como falei no início, conheci a banda no auge do Acústico MTV. Esse foi o disco de melhor vendagem da banda e a que trouxe eles de volta para a mídia. Sempre achei que eles tinham feito sucesso desde os anos 80, mas não foi bem assim. A banda teve que correr muito atrás para conseguir o “seu lugar ao sol”.

Gostei bastante do livro. Ele conta até 16 de junho de 2012, data que Nasi e Junior reataram a amizade. Infelizmente, por ter sido lançado em 2012, não conta como foi o reencontro dele com o Edgard em 2014 que se transformou na volta da banda (mas sem André e Gaspa). Queria saber como foi, já que a briga deles em 2007 foi bem feia.

Enfim, volto a dizer, gostei do livro, achei muito interessante e adorei conhecer um pouco mais sobre o Nasi e o Ira!, além de conhecer um pouco sobre o projeto solo dele, que eu sabia que existia, mas nunca tinha atrás para ouvir e ver como é. Aproveitei e fui ouvir um pouco na semana passada e até gostei, mas ainda prefiro o Ira. Recomendo a leitura 🙂

Frases do livro:

Anos depois, um babalorixá explicou que quem faz sucesso muito antes da maturidade está antecipando a própria morte. A maturidade só chega depois dos 27 anos. Não preciso dizer quanto roqueiro bom morreu com essa idade. Sucesso antes dessa idade não faz bem ao espírito. A gente não sabe como lidar com isso.

Meu amigo, o tempo passa, tudo muda, mas você acaba sempre voltando para o lugar onde tudo começou.

Mas, às vezes, é preciso ir ao inferno para dar valor ao paraíso.

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Resenha: A Ira de Nasi
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2 ideias sobre “Resenha: A Ira de Nasi

  • 19 de Janeiro de 2016 em 20:36
    Permalink

    Também adoro o Ira!, e também acho que foi um dos melhores shows apesar de fazer tanto tempo.
    Vou ler esse ano ainda :$

    beijos

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  • Pingback: Apenas Imagine

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