Olá, pessoas! Como estão?

Como foi a virada do ano de vocês? Esse ano foi a primeira vez que passei sozinha em casa, só eu e a Minerva hehehe.

Escolhi hoje, 2 de janeiro, para fazer a resenha do livro Cleo por um motivo. Hoje faz 1 ano que adotei minha companheira Minerva e meu Almofadinhas, que virou estrelinha a quase 6 meses. E assim como a Cleo, acredito que eles entraram na minha por um pro propósito…

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Enfim, vamos ao livro. Quando peguei o livro Cleo na mão, na casa da minha irmã mês passado, fiquei na dúvida se iniciava a leitura ou não, confesso que pensei “aposto que essa mulher resolveu escrever um livro só porque o do Bob fez sucesso”. Mas aí o subtítulo me chamou atenção “A História de Uma Gata Sapeca Que Ajudou a Curar Uma Família”, e aí me convenceu hahaha.

A história de Helen Brown, autora do livro, me cativou muito e a Cleo deve ter sido uma gata realmente especial. No livro ela narra uns 30 anos da vida dela e da família, desde alguns anos antes de a gata entrar na vida deles, mas todo esse pedaço “a mais” de história serve para dar todo o contexto de tudo que aconteceu com ela, os filhos e o marido.

A autora nunca foi chegada a gatos, preferia cachorros, tanto que eles tinham uma Golden Retriever chamada Rata, mas quando conheceram a Cleo na casa de uma vizinha, ficaram encantados, mesmo ela sendo a mais “raquítica” da ninhada. O filho mais velho de Helen, Sam, que faria aniversário em breve, pediu para ficar com a gatinha – única que ainda não havia sido adotada – como presente de aniversário e ela não conseguiu negar. Mas eles teriam que esperar até os gatinhos desmamarem para levar pra casa.

Um tempo depois disso a vida deles vira de cabeça para baixo e uma tragédia acontece na família. A morte precoce de Sam desestrutura a vida deles, tanto de Helen, como de Rob e Steve. Até que um dia, em meio a grande tristeza que assolava a casa da família, alguém bate na porta. Era a vizinha entregando a gatinha, presente de aniversário de 9 anos de Sam.

De início Helen pensou em não ficar mais com a gata, afinal, ela seria um presente de aniversário para Sam e ele estava morto, porque ela, que não era chegada a gatos ficaria com uma gata? Mas quando viu a reação de seu outro filho, Rob, não conseguiu dizer que não queria mais a gata e resolveu fazer um teste, ficaria com ela por um dia e depois devolveria para a vizinha. Até porque seu marido também não gostava muito de gatos, e na época ele estava fora, pois trabalhava algumas semanas do mês no mar.

E foi assim que a Cleo entrou na vida deles, meio sem querer, meio indesejada e foi ficando e cativando cada vez mais pessoas, não só a família, mas todos os amigos que eles fizeram a partir da adoção de Cleo. No decorrer da história ela vai contando como a gatinha ajudou a curar as feridas deixadas pela morte do filho, como ela conseguiu fazer com que eles voltassem a sorrir e criassem coragem para seguir em frente.

Eu achei a história muito linda e tocante, principalmente pelas perdas de Helen, mas mais ainda em como uma simples gata conseguiu mudar tudo. Eles poderiam simplesmente ter se afundado em uma depressão profunda e desistir, mas com as peripécias de um filhote, conseguiram ver esperança e uma luz no fim do túnel.

Ela conta  como foi ter a presença de Cleo em cada momento que passaram em suas vidas, como ela ajudou a superar os outros problemas que eles tiveram e outras perdas também. A ligação que a gata tinha tanto com Helen, mas principalmente com Rob é linda e não tem como não se emocionar.

Cleo viveu quase 24 anos, o que na época era considerado quase que um milagre. Ok, a história não é tão velha assim, mas segundo os veterinários que ela visitou, a gata deveria ter morrido muitos anos antes, mas não, estava lá, firme e forte ajudando a família em cada empreitada que precisaram enfrentar.

Esse é um daqueles livros que te faz rir e te faz chorar. Gostei muito da leitura. Então se você é apaixonado por gatos, ou gosta de ler história com animais, com certeza vai se encantar com esse livro também.

Frases do livro:

Amar é, no final das contas, perder. O contrato tácito que chegava junto com qualquer bicho de estimação é que eles provavelmente morrerão antes de você. E quanto mais você lhes dedica, mais dor a partida inflingirá.

 

Em algum momento de nossa história, nós, humanos, ficamos aflitos diante da morte. Inventamos expressões como “ele se foi”, e foi doloroso encobrir o processo de transformar uma vaca campestre em hambúrguer. Passamos a esconder os doentes, os velhos e os deficientes, de modo que o sofrimento virou um mistério, e a morte, a anormalidade definitiva.

 

Quando a vida é apreciada do alto a dor às vezes diminui e se incorpora ao contexto.Com paciência e tempo, aprendia que de vez em quando é possível deixar a dor de lado e simplesmente observar o mundo com a serenidade de um gato.

 

Uma gata desliza silenciosa sobre quatro patas, movimentos fluidos como leite. Uma humana se arrasta desajeitada sobre duas pernas, trotando, braços balançando inutilmente ao lado. Enquanto uma humana está sempre prestes a tropeçar e cair no erro, uma gata aterrissa sobre todas as suas quatro patas. Talvez seja por isso que as gatas têm menos medo de se arriscar.

 

Todos os gatinhos da gaiola tinham um propósito a seguir, corações humanos a curar, lições a ensinar sobre a natureza do amor. Não havia nenhum que eu não quisesse pegar para aquecer e amansar meu peito. Mas eu não levaria nenhum para casa naquele dia.

 

Não se “adquirem” gatos. Eles surgem na vida das pessoas quando são necessários, e com um propósito que provavelmente não será entendido a princípio.

 

Sites seguros para comprar livros:
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Amazon
Resenha: Cleo
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6 ideias sobre “Resenha: Cleo

  • 2 de Janeiro de 2016 em 15:29
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    Aqui passei com minha família, mas a entrada de ano foi boa, eu estou lendo muito, mas no momento nenhum, apesar de ter dois livros ainda por ler e três encomendado. Começando o ano como terminei, voltado para a leitura. Beijos e tudo de bom.
    Gozado que entrei no teu blog e abriu num post de novembro de 2015, atualização só pelo e-mail, vou verificar isso.

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  • 2 de Janeiro de 2016 em 15:32
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    Do meu blog e e-mail chego no teu blog atualizado, não sei o que houve, talvez a fraca conexão da internet, antes, no wi-fi, não sei se isso, realmente muito decepcionado, e preso a eles por um ano.

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    • 2 de Janeiro de 2016 em 22:01
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      Alguma coisa deu errado aí mesmo, porque já tinhas vindo no blog “novo” outras vezes…
      Bem estranho. Talvez seja porque às vezes o meu comentário vai logado com o outro, não sei.

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  • 2 de Janeiro de 2016 em 19:00
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    Amei, aqui em casa temos a Lilly, a gata mais amada que se pode existir! Sou apaixonada por gatos e a leitura me chamou muito atenção! Beijo!

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  • 2 de Janeiro de 2016 em 20:57
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    Gostei da resenha!!
    Esta na minha meta de leitura para 2016, espero que ela seja melhor do que a do ano passado… kkk
    beijo

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