Olá, pessoas! Como estão?

Eu estou triste porque minhas férias terminaram! kkkk. Agora já estou em casa novamente, cheguei no RS sábado, tirei o domingo pra organizar um pouco a bagunça pós-viagem em casa e hoje, como prometido, vou postar a resenha do livro Pólvora, do Tico Santa Cruz.

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Confesso que a história desse livro me pegou um pouco desprevenida, pois eu estava esperando um livro no estilo do primeiro que ele lançou, o Clube da Insônia. Como não havia lido muita coisa sobre o Pólvora, eu bem pamonha achei que era um livro de textos no estilo do outro, o que não deveria né porque o título já da uma grande noção do que vamos encontrar no livro.

Pólvora narra uma novela policial de tirar o fôlego, como podemos ler na sinopse, o livro é uma narrativa “psicótica, suja e violenta”, acredito que não existam palavras melhores para descrever esse romance policial do que essas três palavras.

De início fiquei meio perdida na narrativa, sem entender muito bem o que estava acontecendo, acredito que fiquei confusa por esperar um livro totalmente diferente do que a história que eu estava lendo, e demorei algumas boas páginas para me habituar ao contexto. Eu achei o livro bem denso, talvez por não estar acostumada com esse tipo de história, ou talvez ele realmente seja tão denso como eu achei mesmo, por ter partes bem “pesadas”.

O livro conta a história do narrador e de Lore. Duas pessoas totalmente distintas, que se apaixonam e começam a viver perigosamente. Lore é uma mulher decidida, sexy e com uma ferocidade ímpar, enquanto o narrador é um cara normal que vivia sua vida sem grandes emoções. Até conhecer Lore.

A narrativa vai ficando mais eletrizante a cada página e você fica se perguntando qual será o próximo passo dos personagens e o que vem a seguir. É tanta violência que algumas vezes tive que parar para respirar, mas uma coisa que me deixou triste foi perceber como essa história se encaixaria perfeitamente na vida de muitas pessoas, pois infelizmente nos dias de hoje o que mais vemos nas ruas é violência “gratuita” a troco de nada, feita por bandidos e muitas vezes atingindo pessoas que não têm nada a ver com as circunstâncias.

No início quando ainda estava meio perdida na história estava achando o livro um pouco chato, porém depois quando fui me habituando à história ela foi ficando cada vez mais sensacional. É impossível ler Pólvora sem imaginar um filme. Aliás, acredito que essa história ficaria muito bem adaptada para o cinema. O final te deixa com gosto de quero mais e espero que o Tico continue mesmo a história, como ele já disse que continuaria em uma entrevista que que li esses tempos.

Prepare-se para muita adrenalina, sangue e violência.

O livro conta também com várias ilustrações muito legais!

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Frases do livro:

Peguei o livro que eu havia encontrado naquele carro que se espatifou na árvore e tentei ler um pouco. Procurei por uma luz de leitura, mas descobri que os hotéis em geral não se importam com a leitura num país de analfabetos. Minha mãe já dizia que o problema do Brasil não é o futebol, não é o carnaval, não são os políticos. O problema do Brasil é que ninguém lê. A televisão é o deus do brasileiro. Minha mãe tinha certa razão.

Acho que, quando cometemos crimes, quando fazemos algo que não parece certo, todo o panorama da vida muda. A desconfiança passa a circular pelas artérias, a contaminar as ações alheias, não existe mais aquela tranquilidade, o tédio, a sensação de paz que talvez pontuasse alguns momentos de descontração. Todo mundo representa perigo.

Sabe, nunca fui muito bom em nada. Nunca ganhei nada, nunca me deram nada. Eu simplesmente fui indo e cheguei. Querem de mim o que não posso oferecer. Não aguentava mais aquela vidinha de gado. Vida de fila. Vida de empregado. Vida que não tem futuro. O senhor pode me ajudar? Quer o que em troca? Quer meu sangue? Minha alma? Minha sorte?

Por hoje é isso, espero que tenham gostado. E vocês, já leram? Gostaram?

Beijos

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Resenha: Pólvora

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